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05/04/2014

Divergente

Nome: Divergente
Autor: Veronica Roth
Páginas: 502
Editora: Rocco

 Distopia é a bola da vez, não tem como negar. Primeiro Jogos Vorazes fazendo um sucesso enorme que virou até filme e então várias distopias, algumas já lançadas, outras ainda por lançar, ganharam um super destaque. Divergente não fica pra trás.
 Eu já tinha lido Jogos Vorazes e quando comecei a ler Divergente meio que senti que ainda estava em universo estendido de JV. Não que a história seja a mesma, mas me lembrou bastante.
 O livro conta a história de Beatrice Prior (aka Tris Prior) que mora em uma Chicago futurista divida em cinco facções: Erudição, Amizade, Franqueza, Abnegação e Audácia. Beatrice mora na Abnegação, onde tudo é cinza, sem vida e todo mundo é igual. Ela está na idade onde deve ir  fazer um teste de aptidão para poder descobrir com qual facção tem mais afinidade e assim poder, mais tarde, em uma cerimônia escolher se quer continuar na mesma facção ou mudar.
 Beatrice decide trocar de facção e sai da sem graça Abnegação para perigosa Audácia. Lá ela pode escolher um outro nome e começar uma nova vida a partir de um treinamento. Mas é aí que está. Se você não conseguir concluir seu treinamento, você passa a ser um Sem Facção. Ninguém quer ser reduzido a essa categoria, portanto, Tris, como passa a se chamar na nova facção, vai fazer de tudo para aguentar o tranco e virar um membro oficial da Audácia.
  Durante o treinamento, ela faz amizades e encontra uma possível paixão. Nada, porém, é flores em uma distopia. O enredo se desenrola, a gente conhece um pouco mais de algumas outras facções, descobrimos alguns detalhes do que o governo pretende fazer com a população, nos afeiçoamos com alguns personagens e por aí vai até o final do livro com uma certa quantidade de ação. O final, não é bem o final, já que é uma trilogia e a história continua em Insurgente, próximo livro da série.
  Agora deixando um pouco de lado o enredo, eu acho que o livro é pra se ler rápido, apesar da quantidade de páginas, não é nada monstruoso, a narrativa flui muito bem, os capítulos não são muito grandes e você fica sempre querendo ler um pouco mais. O que me deixou um pouco a desejar foi a personagem principal, mas eu tenho isso com personagens principais e pra mim é bem difícil achar uma personagem que eu realmente goste e não ache chata e irritante, o que pra mim é um pouco da Tris.
 Mas se você gosta de distopias, já leu Jogos Vorazes e gostou do tema, vale a pena investir, ainda mais agora que a série também está virando filme e que chega aos cinemas agora em abril. Distopia é um tema que gosto bastante, comprei recentemente algumas outras séries (que estou super ansiosa para ler) e vou tentar trazer elas para poder compartilhar e (talvez) achar uma personagem principal que eu ache interessante.

Nota: ✩✩✩✩

Perdão, Leonard Peacock

Nome: Perdão, Leonard Peacock
Autor: Matthew Quick
Páginas: 223
Editora: Intrínseca

 Todo mundo tá falando de Mathew Quick, ainda mais depois do sucesso que o Lado Bom da Vida fez. Esse eu ainda não tive a oportunidade de ler, mas eu vi o filme e achei bem legal, e fiquei interessada em ler. Comprei Perdão, Leonard Peacock mais pra conhecer um pouco da escrita do autor do que pela história mesmo, mas vou parar de enrolar e falar do livro. Vamos lá.
 O livro conta a história de Leo Peacock, um menino que não recebe muita atenção dos pais, que tem poucos amigos e é tachado de estranho na escola, e que um belo dia resolve acabar com sua miserável vida. Até chegar a hora de consumar esse ato, ele encontra com quatro pessoas importantes na sua vida e entrega diferentes embrulhos cor-de-rosa à cada uma.
  A todo momento, a gente pode perceber que quando ele encontra com cada uma dessas pessoas importantes para ele, ele fica em dúvida, ele espera que as pessoas percebam o que está se passando com ele e tentem ajudá-lo a não acabar com sua vida. Isso, porém, não é algo que vai ser percebido por todos.
  O livro se desenrola mostrando esse dia da vida de Leo, que por sinal é o aniversário dele, e conforme ele vai encontrando cada uma dessas pessoas, a gente vai conhecendo um pouco mais da vida desse menino e as razões que o levaram a tomar essa decisão.
 Ultimamente, eu ando levando um pouco de tempo até sentir uma conexão com os livros e com esse não foi diferente. As primeiras páginas não me prenderam muito, mas a trama foi ficando mais interessante e eu fui ficando mais atraída pela vida do Leo e querendo saber como iria terminar isso. Será que ele vai mesmo cometer suicídio? Ou será que alguém vai conseguir salvá-lo?
 Uma coisa que amei sobre o livro (e sobre a escrita de Matthew) foi que há notas de rodapé feitas pelo personagem principal sobre coisas que ele acha interessante o leitor saber ou apenas curiosidades. Uma outra coisa que eu achei muito bacana foram os temas abordados pelo autor e um deles foi o Bullying, uma coisa super comum nos Estados Unidos e que hoje se alastrou pelo mundo e que é algo que vem acontecendo cada vez mais entre os adolescentes.
 É um bom livro, traz assuntos polêmicos e se você se interessa por livros assim, vale a pena dar uma olhada.

Nota: ✩✩✩✩